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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Season finale

Há cerca de um ano, nessa mesma época, eu estava ansiosa. Estava sendo comida pela incerteza do que estava preparado para o próximo ano. Havia decidido ser aupair, havia contado para minha chefe,meus amigos,  meus pais, meu namorado, etc. A incerteza do meu futuro, do meu sucesso aqui, me corroia por dentro. As sensações de "Será que fiz a coisa certa?" "O que vai ser de mim?" não me deixavam dormir. Eu tinha uma vida muito boa, era feliz e estava crescendo. Por que então quis interromper tudo isso?
Naquele momento não tinha respostas, era meu "final de temporada" e como todo final de temporada, terminou em suspense, pois as respostas só chegariam  com os episódios seguintes.
Logo que cheguei aqui, nas minhas primeiras semanas já me arrependi da escolha feita. Não precisava disso. Não queria estar longe, não gostava dos hábitos, não gostava das pessoas. Mas continuei, tinha que buscar as respostas paras questões que nem tinha. Depois de um tempo essa incerteza e dor deu lugar a euforia, queria provar tudo, ver tudo e tocar tudo. Nesse meio tempo acabei esquecendo de mim mesma. Tentei ser alguém que não era, ter amigos que não eram meus e, lógico, não deu certo.
Depois de algum tempo o arrependimento voltou, o que fazia aqui? de que valia tudo isso? voltava a questionar mais uma vez. Dai, para o momento que em me encontro, muita coisa passou. Nesse meio tempo, fiz novas amizades, perdi algumas (ainda que não tivesse me dado conta disso no momento), conheci lugares incrivéis e outros nem tanto, me conheci um pouquinho mais, fui magoada e também magoei. Alguns, confesso, nem me importo em ter magoado, mas outros me arrependo até o ultimo fio de cabelo.
É engraçado esse negócio de arrependimento, muita gente enche a boca pra falar: "Não me arrependo de nada do que fiz". Tenho pena dessas pessoas, porque de duas uma: ou mentem e não são maduros o suficiente de adimitir que se pode errar e  aprender com o arrependimento, ou não fizeram nada de interessante com a própria vida.
Eu me arrependi de muita coisa aqui, tempo perdido com pessoas que não mereciam, viagens e gastos desnecessários, infantilidade, inconsequencias, preguiças, etc. Mas me orgulho de muita coisa também. E por mais que tenha ganhado um ano de saudade, um ano de sofrimento que não tinha, um ano de solidão e uma divida enorme no final do percurso, saio daqui feliz (e muita gente não consegue entender isso).
Feliz porque tive uma das experiências mais incriveis da minha vida no último fim de semana, feliz porque fiz amigas (quando já achava que não era possível) que vou levar para vida inteira. Feliz porque tive minha epifania e descobri o que já era obvio - ainda que tenha sido necessário passar por tudo isso para ter certeza. Parece cliche terminar a temporada com romance, ainda mais sendo eu a menos romantica das romanticas, mas é assim que essa termina. Meu saldo final, mesmo com as lagrimas e a divida, foi confirmar aquilo que sempre soube mas que ainda não tinha coragem para escancarar: tenho o homem da minha vida e ele me ama! E, por isso, de verdade, não me importo com mais nada.
Se conseguirei pagar o que devo, provavelmente sim. Se o homem da minha vida vai continuar comigo, espero que sim! No fim das contas, isso não importa agora, é assunto pra próxima temporada, pois essa, termina aqui!





sábado, 2 de outubro de 2010

20 poucos anos...

Não tenho paciência mais para multidões, apertos e baladas (que não sejam especiais).
 Tenho poucos amigos.
Gosto de sentar tomar um vinho ou uma cerveja e conversar.
Gosto de cozinhar.
Sair para comer não significa, em hipótese alguma, ir ao McDonalds.
Ainda não tenho certeza se escolhi a profissão certa.
Nunca estive tão por minha conta. Gosto disso;  ainda que as vezes assuste.
Nunca fui tão dona de mim, ainda que me  escape com certa frequência.
Tenho vontade de jogar tudo para o alto as vezes.
Tenho medo de não conseguir fazer dinheiro.
Tenho medo de fazer dinheiro mas, ainda assim, ser infeliz.
Quero conhecer o mundo e viver tudo ao mesmo tempo; mas tenho preguiça as vezes.
Quero casar e ter familia, mas também não quero.
Faço coisas que até eu duvido.
Tenho medo de como o tempo passa rápido.
Tenho nostalgia .
Penso que toda crise adolescente é imbecil. Mas também tenho certeza que daqui alguns anos vou olhar para tudo aqui e encarar da mesma forma.  

Escrevia um post gigante, cheio de explicações, teorias, exemplos e citações. Mas percebi que não precisava muito para montar minha "lira dos vinte e poucos anos"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Oh! The Places You’ll Go!

(by the incomparable Dr. Seuss)

Congratulations!
Today is your day.
You’re off to Great Places!
You’re off and away!

You have brains in your head.
You have feet in your shoes.

You can steer yourself any direction you choose.
You’re on your own. And you know what you know. And YOU are the guy who’ll decide where to go.



You’ll look up and down streets. Look’em over with care. About some you will say, “I don’t choose to go there.” With your head full of brains and your shoes full of feet, you’re too smart to go down a not-so-good street.

And you may not find any you’ll want to go down. In that case, of course, you’ll head straight out of town. It’s opener there in the wide open air.
Out there things can happen and frequently do to people as brainy and footsy as you.

And when things start to happen, don’t worry. Don’t stew. Just go right along. You’ll start happening too.



Oh! The Places You’ll Go!



You’ll be on your way up!
You’ll be seeing great sights!
You’ll join the high fliers who soar to high heights.



You won’t lag behind, because you’ll have the speed. You’ll pass the whole gang and you’ll soon take the lead. Wherever you fly, you’ll be best of the best. Wherever you go, you will top all the rest.

Except when you don’t.
Because, sometimes, you won’t.

I’m sorry to say so but, sadly, it’s true that Bang-ups and Hang-ups can happen to you.

You can get all hung up in a prickle-ly perch. And your gang will fly on. You’ll be left in a Lurch.

You’ll come down from the Lurch with an unpleasant bump. And the chances are, then, that you’ll be in a Slump.
And when you’re in a Slump, you’re not in for much fun. Un-slumping yourself is not easily done.

You will come to a place where the streets are not marked. Some windows are lighted. But mostly they’re darked. A place you could sprain both your elbow and chin! Do you dare to stay out? Do you dare to go in? How much can you lose? How much can you win?
And if you go in, should you turn left or right…or right-and-three-quarters? Or, maybe, not quite? Or go around back and sneak in from behind? Simple it’s not, I’m afraid you will find, for a mind-maker-upper to make up his mind.
You can get so confused that you’ll start in to race down long wiggled roads at a break-necking pace and grind on for miles across weirdish wild space, headed, I fear, toward a most useless place.

The Waiting Place…for people just waiting.

Waiting for a train to go or a bus to come, or a plane to go or the mail to come, or the rain to go or the phone to ring, or the snow to snow or waiting around for a Yes or No or waiting for their hair to grow. Everyone is just waiting.

Waiting for the fish to bite or waiting for wind to fly a kite or waiting around for Friday night or waiting, perhaps, for their Uncle Jake or a pot to boil, or a Better Break or a string of pearls, or a pair of pants or a wig with curls, or Another Chance. Everyone is just waiting.
No! That’s not for you!

Somehow you’ll escape all that waiting and staying. You’ll find the bright places where Boom Bands are playing. With banner flip-flapping, once more you’ll ride high! Ready for anything under the sky. Ready because you’re that kind of a guy!


Oh, the places you’ll go! There is fun to be done! There are points to be scored. There are games to be won. And the magical things you can do with that ball will make you the winning-est winner of all. Fame! You’ll be famous as famous can be, with the whole wide world watching you win on TV.

Except when they don’t. Because, sometimes, they won’t.
I’m afraid that some times you’ll play lonely games too. Games you can’t win ‘cause you’ll play against you.


All Alone!

Whether you like it or not, Alone will be something you’ll be quite a lot.

And when you’re alone, there’s a very good chance you’ll meet things that scare you right out of your pants. There are some, down the road between hither and yon, that can scare you so much you won’t want to go on.
But on you will go though the weather be foul. On you will go though your enemies prowl. On you will go though the Hakken-Kraks howl. Onward up many a frightening creek, though your arms may get sore and your sneakers may leak. On and on you will hike. And I know you’ll hike far and face up to your problems whatever they are.

You’ll get mixed up, of course, as you already know. You’ll get mixed up with many strange birds as you go. So be sure when you step. Step with care and great tact and remember that Life’s a Great Balancing Act. Just never forget to be dexterous and deft. And never mix up your right foot with your left.

And will you succeed?

Yes! You will, indeed!

(98 and ¾ percent guaranteed.)

Kid, you’ll move mountains!

So…be your name Buxbaum or Bixby or Bray or Mordecai Ale Van Allen O’Shea, you’re off to Great Places!

Today is your day!

Your mountain is waiting.

So…get on your way!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Daydream believer

Quantas pessoas podem dizer que tiveram um sonho realizado? Não estou falando de sonhos palpáveis como um carro, uma casa ou uma bicicleta – ainda que estes possam causar a mesma sensação. Quando digo sonho penso em algo ingênuo, que de tão bobo parece que nunca vai se concretizar e que, por isso, é satisfeito só na imaginação. É como se o simples de devanear fosse suficiente. E esse tipo de sonho é tão particular que só pode fazer sentido para aquele que o sonhou.

Indo nesse sentido, da particularidade do sonho, posso afirmar que, embora tenha tido um “great time” em Honolulu, este não foi o ponto mais alto de minhas três últimas semanas. Semanas essas bem agitadas por sinal.

Tudo começou no domingo dia 27 de junho quando, sozinha, fui a San Francisco para realizar um sonho de infância: ver os Backstreet boys. O interessante é que tive exatamente aquilo que queria: os Backstreet boys, como nos anos 90. Ainda que com um Nick mais velho, um AJ mais careca e mais gordo, eram eles; os mesmos “meninos”, as mesmas danças, as mesmas músicas, as mesmas piscadas ensaiadas e as mesmas meninas gritando. Voltei ao tempo, sim. Achava isso impossível, mas foi como me senti. Cantei todas as músicas, dei tchauzinho para o Brian e consegui até me ver chegando na escola no dia seguinte, contando para a Carla, a Jéssica, a Larissa e o Eder que eu havia visto um show do Backstreet boys. Conseguia imaginar as duas primeiras me perguntando tudo sobre eles, a terceira me dizendo “uou” e falando que ainda iria em um show do Hanson em Milwaukee, e o terceiro, zombando da masculinidade e da qualidade musical do grupo. Como era um sonho de infância, logo depois do final da apresentação veio o sentimento de melancolia, mas o interessante é que ele veio de uma forma doce e suave, acompanhado pela sensação de “Yes, I did it!”

É estranho como sentimentos que parecem apagados dentro de você podem renascer assim que provocados. Não gosto mais de bsb, óbvio, cresci, mas naquele momento era como se eu ainda tivesse minha coleção de posters e fotos comigo. É como se eu ainda escrevesse milhares de cartas para ganhar qualquer coisa que fosse deles. É como se eu ainda acreditasse que a letra de “as long as you love me” fosse o poema mais lindo do mundo.

Tres dias depois do show eu estava no Hawaii realizando um sonho, como dito no post anterior, não sonhado e que por isso, ainda que perfeito, de impacto menor. Cinco dias apos o Hawaii eu voltaria a San Francisco, mais uma vez sozinha, para viver aquele que pra mim foi um dos pontos mais altos de meu intercambio até agora.

Quando eu, com meus 16 ou 17, anos decidi que já era hora de parar com a história de Nick e Brian pra cá e pra lá, tentei radicalizar e buscar um outro idolo que fosse o oposto daquilo que ouvia até então. Foi quando comecei a ouvir Nirvana; mas é aquela coisa, amor forçado não é amor por muito tempo. Minha fase grunge não durou mais que seis meses. Decidi, então, que não ter idolos seria o melhor a fazer, e, hoje confesso, foi a decisão mais sensata que já tive. Entretanto, é quando não se busca amor que ele aparece, pelo menos sempre foi assim comigo. E foi em meio a esse mundo sem idolatrias que comecei a, meio que sem querer querendo, escutar Beatles. Paixão a primeira vista, ou a primeira ouvida. Mas nada de idolatrias absurdas dessa vez, nada de fotos e coleções. O simples prazer de escutar a boa música me bastava, e, realmente, não se faz necessário mais nada.

Se estar em um show dos Backstreet boys era algo impossível, embora sonhado, estar num show dos Beatles era algo querido mas inimaginável, tendo em vista que metade nem mais vive. Não se tratava de qualquer idolo, mas de idolos maiores, não meus, mas do mundo. Idolos dos idolos. Dai, vocês podem imaginar a sensação de estar sentada olhando para um pontinho branco e preto num palco e em seguida para um telão e vendo que ali, com uma simpatia descomunal, uma qualidade inigualável, estava ninguém menos que Paul Mccartney. Não, vocês não podem. Talvez as 40 mil pessoas que me acompanhavam possam, mas vocês não podem. Porque não há como descrever, não há como colocar aqui. Não basta dizer que lagrimas rolaram, não basta dizer que foi o melhor show da minha vida e não adianta eu colocar um video com imagens, nada vai ser como foi. Perfeito.

É interessante que no meio da multidão eu conseguia ver muitas tiazinhas, com seus cinquenta ou sessenta anos dançando, cantando e dando tchauzinho para o Paul. Talvez essas mesmas velhinhas estivessem ali , como eu também estive no show dos Backstreet boys, voltando ao passado. Eu as olhava e pensava exatamente isso. Invejava a superioridade do passado delas frente ao meu, pois, no palco, não via piscadas ensaidas, dancinhas para compensar a falta de poesia, pelo contrário. Estar ali, boquiaberta com a qualidade do show- que durou três horas initerruptas, vendo um profissional cuidadoso tocar vários instrumentos com perfeição e vendo que a letra de “Blackbird” é, de fato, poesia pura, me fez sentir e dizer: Caralho, é o Paul Mccartney! E naquele momento as velhinhas sumiram, e as 40 mil pessoas também e eu estava ali, em San Francisco - a capital mundial dos anos 60,  sozinha com Paul MCcartney.

O mais interessante disso tudo é que, em meio ao momento de  felicidade,  pude lembrar de algo que já havia, talvez pela rotina auperiana,  me esquecido: que o sonho maior que realizo é o de estar aqui na américa. Sonho que sonhei por toda a minha vida, mesmo que timidamente as vezes, sonho este que, ainda que sofrido as vezes, me abre portas para outros sonhos como esses que acabei de descrever. Quantas pessoas podem dizer que tiveram um sonho realizado? Umas 40 mil? Não sei, talvez mais. O que sei é que eu posso.



sexta-feira, 25 de junho de 2010

Insonia

Não sou de ter insônia frequentemente, na verdade, no que se refere a sono, não tenho do que reclamar;  durmo bem, sem muito esforço e não tenho tanto problema para acordar. Mas hoje, graças a uma tosse do cão e um celular que apita a mensagem recebida quase 10 horas depois do que deveria, tive um momento de insonia. Isso me fez recorrer aos métodos que me fazem querer voltar a dormir: TV, ler, música e escrever. Como andava em divida com o blog, pulei a parte da TV e do ler e vim direto para o escrever, e, como adoro uma trilha sonora, o fiz escutando velharias do meu arquivo.  
Velharias, obviamente, me fazem lembrar do passado dai... dai ... segui o conselho da Tati e fui dormir. São 4 e meia da manhã, isso é hora de perder tempo com blog?!
Night! Night!

sábado, 5 de junho de 2010

Return of the living dead

After a long time without writing a word, here I am once again...

Since I arrived here I was promising to myself a post written in English. I'm a traveler in USA, waiting for the day which my English will be improved as I want. This day probably will never arrive; so, I thought that I could forget my pride, and shame, and, finally, write some few words.

Five months have passed since I left Brazil, with me, many things have passed too. Diferent kinds of feelings and experience, some that I already told, some that I will tell and some that I'll never tell. The funniest thing is that, it take so long time for you to understand that what you are doing is significant.

At this moment I think I got the best part of my journey, the part when I'm concious about what I am doing here, what I'm still able to do and what I, unfortunately, can't do. I'de lie if I said that the "nostalgia" (there's no good word for saudade) doesn't hurt me anymore, but I'm happy in say that it didn't kill me either.

The first thought that I had when I decided come to USA was to improve my English skills, you, readers and courious people, are probably surprised that I couldn't accomplish this goal yet. The answer my friends is that I didn't have idea, but my first goal here wasn't improve my English skills, it was, actually, to improve myself. And that is what I'm doing now.

For those who are able to do it, please, correct my mistakes. For those that are not able to do it, please, use the google translate. For everyone, able or not, I can't swear this is exactly how it happened. But this is how it felt.

sábado, 8 de maio de 2010

Lembraças alimenticias e o brunch

Toda vez que tenho saudades do Brasil (o que é quase todo dia) há sempre um pensamento alimenticio que permeia minhas lembranças. Não consigo pensar na minha casa e não lembrar dos torresminhos da minha mãe. Prazer suicida esse, mas que vale cada minuto de vida perdido e cada porcentagem ganha de colesterol.
Não consigo pensar no Chuchu e não lembrar de macarrão a bolonhesa, macarrão com atum, macarrão com frutos do mar, bife acebolado e milhares de outras refeições que já fizemos ( ou compramos) juntos. Quando penso no Guilherme lembro de sushi,  de cachaça, lembro do peixe da mãe dele  e do sashimi do pai. Quando lembro da minha irmã Aline lembro de macarrão à pizzaiolo, sempre que penso na  Jessica.. lembro... lembro... lembro  dela me pedindo para fazer alguma coisa para ela comer.
Há pessoas que estão tão diretamente conectadas a alimentos, seja pelo costume de faze-los, ou pelo fator regional, que as conexões ficam óbvias:  minha vó Otilia e o mousse de maracuja, Giovana e o pão de queijo, Dani e a Tapioca, Ingrid e o lanche do Trem Bão. Outros que a conexão só faz sentido na minha cabeça, como a Tati e o Quiche de alho poró, Vanessa e o Nescafé. Outros ainda que, de tão estranhos, chegam a ser engraçados, como Yuri e pão com ovo e a  Karina e suco Tang.  
Mesmo pessoas com as quais nunca tive muita intimidade culinária e/ou até profundidade afetiva tenho refeições para lembrar. Nem vou dizer de quem me lembro quando como, ou preparo,  uma paella, né.
Existem refeições que, ainda que simples, são capazes de reviver uma instituição, um momento ou uma época. Teria vários exemplos para colocar aqui - o salgado do PQ e a faculdade, o lanche do Doto e o CCAA, o chocolate suflair e a quase briga na oitava série, etc, etc - mas me prolongaria muito.
O interessante de toda essa reflexão, e o ponto ao que quero chegar, é que já consigo imaginar o que me fará lembrar do momento em que me encontro hoje.
 Sei que toda vez que comer comida mexicana e/ou italiana me lembrarei dos Vitro. Quando comer frozen yogurt me lembrarei do Nick, quando comer cookies da Jenny, peanut butter com geleia  da Madison, quando comer qualquer "snack" me lembrarei da Libby. Não serão os hamburguers, as batatas fritas e os dounuts que me lembrarão America, é o mocha, o ovo mexido e o bacon já citado, as panquecas com syrup, o cinnamon roll, as "berries",enfim,  o brunch!
Ah.. que saudades sentirei do brunch.
Depois me pergunto o porquê de ter engordado quase um quilo e meio desde que cheguei... a resposta que darei a partir de agora sobre esse questionamento estético será apenas uma: é que estou cheia de lembranças.

domingo, 4 de abril de 2010

Good Morning America!

Sabe aquele cheirinho de bacon fritando logo as 7 da manhã? A mesa posta com toda a familia esperando pelos ovos mexidos, o suco de laranja, algumas berries e os "cinnamon rolls"? Não dear fellows, isso não é imagem de um filme.Tal cena  realmente existe.
Claro que não é algo tão cotidiano como imaginamos ai no Brasil, mas é tão bonito ( e gostoso) quanto se pinta.Tenho o dom de apreciar coisas simples e transformá-las em grandes porque assim as senti. E no fim elas acabam tornando-se grandes, porque o que importa é o quanto significou e não o quao bonita pareceu na foto.
 Parece brega isso, mas é verdade: sou alguém que gosta da noite mas que tem um carinho especial pelas manhãs.  Sempre acho um disperdicio de vida dormir até as 11am. Neste sentido, tenho que dizer que por aqui ando aproveitando bem tais momentos. Acordar de manhã, tomar café com toda calma do mundo, ler um pouquinho, caminhar durante a semana e  fazer Yoga aos sábados. Hábitos que não tinha no Brasil mas que aqui, talvez pelo excesso de tempo livre, surgiram e que adorarei levar comigo.
Já não sei mais como vivi sem Yoga, sempre achei esse negócio de paz interior e equilibrio do corpo a maior baboseira do mundo. Já não acho mais.  (Isso não quer dizer que encontrei minha paz interior e estou caminhando  ao Nirvana - As if!- continuo a maluca de sempre, mas tenho que adimitir que me equilibrar em um só pé e ouvir musiquinha calma me faz um bem danado.
Caminhar pelas manhãs, seja em direção ao parque, biblioteca, academia ou simplesmente a coffee house é tão bom; ainda mais quando se escuta quase que o tempo todo "Good morning" ou quando um estranho simplesmente para pra conversar com vc. Nessas horas não fico triste por não ter carro aqui, pois, provavelmente, perderia boa parte disso. 
De ínicio eu pensava que os "good mornings" eram por eu estar, na maioria das vezes, com a Libby a tira colo. É facinante como as pessoas ficam mais felizes quando vêem uma criança, especialmente os mais pequenos. Os sorrisos se abrem desde longe e todo mundo tem que fazer alguma gracinha. Mas mesmo caminhando sozinha, que é o que faço nos fins de semana ou nas manhãs sem Libby, continuo a ouvir "good mornings" . As vezes respondo meio sem jeito porque não os esperava; a idéia pré-concebida do americano não incluia "good mornings". Ponto negativo para mim, que acreditei nessas ideias.
Eu não sei se o sabor do bacon e dos ovos que comi hoje de manhã estava realmente no produto em sí. Acredito que não. Penso que este estava muito mais   na forma como me foram preparados e apresentados. Com a sala de jantar organizada, com o casal feliz servindo as duas pequenas sentadas - felizes por terem caçado alguns ovos de pascoa-  e com o mais importante de tudo, ouvindo  algumas vozes dizendo "good morning, Val" e eu respondendo alto e claramente "Bom dia"  e interiormente, feliz,  sussurrando: Good Morning America!


Dá o play macaco!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Micro epifanias

Coisas que eu nunca imaginei que aconteceriam um dia e que aconteceram aqui:


-Gostar de música de criança ( e dançar “Rescue Pack” com passos de zumba)
-Dançar zumba ( e saber que isso existe)
- Usar um banheiro quimico ( e ter a porta aberta por um estranho na frente de meia San Francisco)
- Reprovar no exame prático de carro por não parar no stop sign ( e rir muito depois disso)
- Ler um livro inteiro em ingles (já li tres desde que cheguei)
-Descobrir que gosto do Little Mermaid da Disney no mesmo patamar de Pulp Fiction do Tarantino.
- Correr na rua que nem uma louca, fingindo que fazia jogging, só porque estava com frio.
- Descer de vestido em um escorregador no meio de uma balada (morro de medo de escorregadores desde criança).
-Descobrir que, ainda que goste de desenhar, nunca poderia trabalhar com isso.
- Gostar de ervilha
-Comer salada todo dia (como prato principal).
-Ter um twitter ( e gostar disso)
-Gostar de jornalismo ( e querer me aprofundar no tema).
- Descobrir que amo minha vida americana mas não ao ponto de querer ficar aqui para sempre.


- E que ainda tem muiiiiiiita coisa para acontecer no Brasil (e por isso não vejo a hora de voltar)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Post desinteressante

Tinha feito um post, mentalmente, explicando minha ausência por aqui. Desisti dele, tomaria muito tempo que poderia ser gasto escrevendo algo mais interessante. E no fim, preguiça não tem explicação mesmo.



Esses ultimos dias não foram os mais produtivos do mundo, não no que se refere a viagens e a conhecer lugares e coisas novas. Se bem que isso depende muito do que entendemos como coisas novas. Durante os últimos dias vi alguns filmes novos, li um livro novo e comecei um curso novo. Tive novas reflexões sobre a minha pessoa e novas confusões também. Não entro em detalhe de nada - até porque não interessa mesmo- tirando a parte do livro, filme e curso.



Comecei meu curso em Stanford na última segunda-feira, foi uma experiência interessantíssima. Eu estava bem aflita pensando que não daria conta de entender nada ( e muito menos de ser entendida). Mas não, tudo deu certo. A professora é divertidíssima e a aula bem leve (tirando a parte em que tenho que ler um livro por semana). O interessante foi ver a humildade que encontrei por lá, cheguei com um certo preconceito trazido do Brasil. Estava acostumada com o ambiente literario-universitário-brasileiro (melhor, sancarlense) onde arrogância muitas vezes é mais importante que conhecimento. Aqui não vi arrogância alguma e, sim, vi conhecimento até mais profundo.



Por conta do curso, que é sobre literatura de mistério, fui e serei obrigada a ler muita coisa que nunca havia lido – mas que sempre tive curiosidade de ler. O primeiro livro discutido foi “A Study in Scarlet” do Doyle. Acho que já mencionei aqui anteriormente, é o primeiro livro em que o personagem Sherlock Holmes aparece. Por mais que conhecesse o personagem pela fama, nunca havia lido um livro sobre o detetive mais famoso do mundo. Confesso que gostei e agora quero mais. O que não será dificil por aqui, tendo em vista que a obra completa pode ser encontrada por menos de U$ 20,00.



Curiosamente, antes mesmo de terminar o livro ou de ir a aula fiz outra aquisição cultural interessante: o Netflix. É um sistema de “video-locadora” muito bom – que sentirei muita falta no Brasil. Escolho, por um site, o filme que quero assistir; há a opção (para alguns filmes) de ver online mesmo ou de pedir o DVD que chega em  casa sem custo algum. Pago uma quantia mensal de U$ 8,99 (baratissimo!) mas posso ver quantos filmes quiser durante o mês. Aproveitando o netflix e meu fim de semana parado decidi ver alguns filmes, entre eles Julie and Julia com Meryl Streep. Inspirador. Acordei no outro dia com vontade de cozinhar, de namorar e de escrever mais no blog.



A vontade de cozinhar eu matei logo em seguida, fazendo um(a) belo(a) omelete e tomando um vinhozinho dos hosts; pretendo agora comprar o livro da verdadeira Julia Child e testar algumas receitas (posso até vir aqui contar no blog, mas não farei disso meu mote principal – até porque isso seria idéia repetida). Quanto a vontade de escrever, guardei um pouquinho e hoje estou aqui. Motivada pelo filme (o que significa que pode passar a qualquer momento) estou tentando me policiar para escrever pelo menos uma vez na semana. Vamos ver se dá certo.



Quanto a vontade de namorar... bom...essa to tentando esquecer para não ficar ainda mais maluca.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Unexpected

Sabe uma coisa que eu realmente gosto da minha vida de intercambista?
O Inesperado.
Estava eu deitada em minha cama americana barulhenta, tentando tirar uma nap pós-expediente, quando o telefone toca e alguém me pergunta: "O que está fazendo?"
Nessas horas, no Brasil, eu logo pensaria que alguém iria me chamar para alguma coisa que eu provavelmente não iria querer fazer, dai inventaria uma desculpa ao invés de falar a verdade: "Nada"
O que acontece é que aqui, em minha condição de estrangeira solitária, qualquer convite é válido ( ainda que seja para ir no posto de gasolina). Logo, tratei de atender e falar a verdade. Não fazia nada.
Já esperando pelo convite de ir a padaria da esquina, me surpreendi quando ouvi: "Tá afim de ver um jogo de basquete?"
Ora, se tinha uma coisa que queria muito fazer aqui além de viajar e estudar era ver um jogo da NBA. Não porque sou fã do esporte, mas porque não há nada mais americano que isso.
Não titubeei, aceitei na hora.
Corremos então, convites inesperados não dão muito tempo a você. Tinhamos que ir até Okland para ver o jogo que começava as 7:30  e já era 7:20 e ainda estavamos em San Mateo.
Com algumas confusões GPSisticas e parada em posto de gasolina conseguimos chegar ao destino.  Perdemos boa parte do jogo e, na ansia de não perder mais nada, queriamos pegar o primeiro lugar que encontrassemos. Lógico que, como os lugares são marcados,  fomos impedidos por alguém da segurança do estadio. Ainda bem.
O que não sabiamos é que os ingressos que haviamos ganhado eram para a aera VIP do estadio. Mais uma vez o Inesperado.  Não só assistimos ao jogo de um lugar privilegiadíssimo como  tivemos direito a comidinha.
O jogo foi bem legal, era entre o Golden State  Warriors e os Hornets (que não faço ideia de onde são). Os Warriors estavam perdendo quando cheguei, mas acabaram ganhando de 131x 121. Me senti jogando NBA Jam no SuperNes, com a diferença de que eu estava dentro do jogo, ou melhor, na plateia. Vi Cheerleaders, vi saltos incriveis, show do intervalo e até comi hot dog. Não podia ser melhor.
Acho que quando voltar ao Brasil vou rever meu conceito de atender telefonemas e aceitar convites. Dar mais chances ao Inesperado, desculpe o pleonasmo, é que nunca se sabe  o que virá.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Contraditório!

Como pode saudade e repulsa co-existirem em um mesmo pensamento?
Isso aconteceu comigo hoje quando pensei no Brasil. Tive um pequeno momento de insonia californiano, provavelmente provocado pela vontade de estar em casa. Sonhei com meu avô, sonhei com meu trabalho. Lembrei da minha familia, do meu namorado, dos meus amigos. Tive vontade de comer pão de queijo, tutu e de tomar café de verdade.Sabe aquela história de que as aves daqui não gorgeiam como as aves de lá ? ( e nem poderiam visto que aqui só tem corvo =p).
Toda essa nostalgia só teria um destino hoje: crescer. Mas não foi assim que aconteceu, ao ligar meu fiel companheiro de viagem  FF (Fantastic Farias) meu sentimento foi interrompido por uma noticia besta, estupida, cretina. Mataram o Glauco! Covardemente.
Nesse momento alguém vai me perguntar: e o que tem isso com você?
E eu vou falar: tem muito!
Tem muito porque me faz lembrar daquilo que não tenho saudade aí no Brasil. E sim, sei que existe criminalidade aqui também, sei que as pessoas aqui te magoam tão profundamente com palavras  como  com um punhal. Mas a bandidagem aqui não chega aos pés da "Made in Brazil" , eu posso caminhar tranquila pelas ruas, deixar a bolsa no banco da pracinha enquanto olho as crianças brincando (mas não o faço pois ainda carrego a insegurança tupiniquim) posso morar numa casa sem muros e portões, o carro pode ficar na rua todo dia, etc.. etc. Posso viver.
Quanto as  palavras, que magoam mais que punhal, essas podem ser esquecidas, assim como a frieza das pessoas. Mas uma perda como essa que aconteceu aí no Brasil provavelmente fica para sempre. Ainda que as pessoas esqueçam, isso fica para aqueles que estão próximos ou, simplesmente, para aqueles que se importam.
É contraditório querer voltar e querer ficar ao mesmo tempo. Assim como é contraditório ver que um país frio, que não sabe abraçar me faz sentir muito mais segura que aquele onde encontro os melhores abraços.
Vai entender...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Isso aqui ô ô....

É engraçado quando você passa um tempo em outro país, você começa a gostar de tudo aquilo que de alguma maneira te faz lembrar seu lugar de origem. Pode ser uma coisinha a toa ou algo "huge", não importa, você sempre vai abrir um sorriso.
Andando por aqui pude encontrar algumas dessas coisinhas que me fizeram lembrar o Brasil. Na primeira semana já me deparei no shopping de Hillsdale com uma loja que se orgulhava em estampar que seus sapatos eram "Made in Brazil". Visitando a casa de um dos aupairs aqui, conheci uma familia americana que é muito brasileira. Eles viveram por um tempo no Brasil e, por isso, dentro da casa só se fala português, para que as crianças aprendam desde cedo.  Folheando o catalogo da Victoria Secret's ou  da Guess, não me lembro agora, vi estampado o orgulho de ter um biquine nos moldes brasileiros. Fora esses exemplos ainda tem a "brazilian wax" (depilação no estilo brasileiro) e "brazilian brush" (que é mais ou menos o que chamamos aí no Brasil de escova definitiva).
Mas nenhum dos exemplos me fez rir tanto quanto o "Brazil Butt Lift". Um video de ginástica, bem estilo polishop, que promete transformar seu bumbum flácido americano em um bumbum durinho brasileiro. Sim, porque todos no Brasil têm bumbum durinho. O video, que tem meia hora de exibição diaria na TV americana, interrompeu minha leitura de Sherlock Holmes, mas me fez dar varias gargalhadas (o que não é uma coisa fácil).
Quem quiser pode confeir um pedaço que encontrei no youtube. Garantia de risadas, ou seu dinheiro de volta.


Goodbye 80's!



Não podia deixar de postar essa noticia:


O ator Corey Haim foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, 10, em Los Angeles, confirmou o site do canal "Fox News". O ator, de 38 anos, teria falecido vítima de uma overdose acidental e as investigações no local já começaram.

Haim era considerado ídolo adolescente na década de 1980 e estrelou filmes como "Sem Licença Para Dirigir" e "Os Garotos Perdidos". Corey Haim lutava há anos contra a dependência química e ensaiava, sem sucesso, uma volta ao mundo artístico - ele chegou a publicar um anúncio  em revistas de circulação nacional nos Estados Unidos se oferecendo para trabalhar.
Noticia completa em:
 
Corey era um exemplo tipico de astro mirim que faz muito sucesso por um tempo e depois é esquecido. Seja porque não consegue agradar como adulto, seja porque tem a vida distruida pelas drogas. São inúmeros os exemplos: River Phoenix,Jonathan Brandis,Rafael Ilha, etc. (Sendo que os dois  primeiros tiveram o mesmo fim de Corey, cabendo ao segundo o mais trágico)
Já havia citado um dos filmes dele anteriormente aqui, e quem me conhece sabe o quanto adoro a década de 80 e 90. Não sou fã de Corey Haim - até acho que nem deve existir muita por ai- mas é como se uma parte dos 80 tivesse sumido. Por isso o post-despedida.
Goodbye 80's
Goodbye Corey Haim
 
 
Ah.. e para quem ainda não se lembra dele (o que não é díficil) aqui vai alguns dos filmes mais conhecidos ( e mais repetidos na sessão da tarde nos anos 90 - com uma década de atraso)
 

Dá o play Macaco!

terça-feira, 9 de março de 2010

Explicações..

Sobre o post anterior...
A grande burrada da burrita aqui foi fazer inscrição em um curso na State University of San Francisco e pensar que o curso começava no dia 23 de março, quando na verdade teve inicio em 23 de fevereiro.
Resultado: Perdi 100 doletas (pois só me devolveram 65% do que paguei) e fiquei sem refinar minha pronuncia. Como não se achar burra?

Sobre a ausência no blog...
Estou me organizando! Tenho um livro para ler até dia 29 de março ( A Study In Scarlet - Conan Doyle) para o curso sobre literatura de mistério que iniciarei em Stanford. Esse será o primeiro de sete livros, ou seja, tenho muito o que ler. Fora isso, estou organizando com meus companheiros auperisticos um grupo de estudos para "improvementar" nosso inglês. Além disso, cuido de menininhas nas minahs horas não vagas e nas vagas  o mais importante de tudo: estou vivendo San Francisco.

Não  tardarei a voltar, já recebi uma ajudinha do Chuchu para organizar minha vidinha (gostei do programa que me indicou)

É isso .. explicações feitas!
Até o próximo post.

Sem trilha sonora dessa vez.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Happy

Não tem uma frase ou ditado que diz "há dias que valem por anos" ou algo assim?! Bom, essa semana tive alguns dias assim.
O fim de semana foi tão agitado que vários posts deveriam ser feitos pra cada coisa, mas não há tempo pra tanto.
Não foram momentos ineterruptos de alegria, alguns foram momentos pequenos mas que valeram a pena. Alguns podem parecer idiotas ou bobos, mas importa foi que eu os senti dessa maneira.



O primeiro momento "happy" da semana foi a chegada de um certo pacote - o segundo momento foi a abertura desse pacote. Ganhei uma trilha sonora, que gostei tanto que virou trilha desse post.

O terceiro talvez tenha sido a balada de sexta feira, numa casa noturna em San Francisco, eu conhecendo uma menina divertidissima ( e maluca) e descendo com ela num escorregador que tem na entrada do lugar ( que ironicamente se chama "Slide").



O quarto momento foi o show da Disney na cidade de San José. Coisa de criança sim, mas consegui voltar a infância. Ver o Rei Leão, a pequena Sereia, o Pateta, o Mickey, a Minney e, principalmente, o Pato Donald patinando no gelo e cantar Hakunna Matata quase me fez chorar. Imagino quando for pra Disney de verdade... mal posso esperar.



O quinto momento foi o passeio noturno à Palo Alto, finalmente descobri onde ficam os americanos. Eu já achava que eles não existiam, visto que nas festas até agora só encontrava Mexicanos e Chineses. Palo Alto é a cidade universitária daqui, é onde fica Stanford. Não poderia me sentir mais em casa, levando em consideração onde moro no Brasil. Pude matar a saudade de um barzinho, onde senta-se, "bebe-se" e "conversa-se", como eu fazia semanalmente - sem dar conta- em São Carlos.



O sexto momento foi o almoço com o Cris e a Larissa. Duas pessoas que estão fazendo minha estadia aqui bem mais agradável. Parceiros com quem quero compartilhar muitos outros happy times.



O sétimo momento foi o passeio por Stanford, lugar lindo,me fez adimirar ainda mais os americanos e me fez lembrar a UFSCar e todos os momentos bons que passei lá. Me fez querer estudar e me matricular o quanto antes no meu curso de literatura. Detalhe, a cor de Stanford é o vermelho.. não poderia ser  melhor.

O oitavo momento foi proporcionado pelo Chuchu, minha primeira ligação de Happy Birthday! Meio rápida - porque era brasileira - mas importantissima.



O nono momento ganhei do Cris. Dirigi aqui pela primeira vez. Não via a hora de andar num carro automatico, parece besta eu sei.. ams adorei. Não sabia onde por minha mão e nem o pé esquerdo (que não tem função nenhuma nesse tipo de carro) é muito estranho, ams como tudo nesse país.. é muito prático.



O décimo momento foram as homenagens recebidas pelo aniversário - que ainda não aconteceu  aqui,pois ainda estamos no dia 28 na america,  mas que já é no Brasil.

 Acredito que ainda terei mais happy moments até amanhã, assim espero. Mas quis registrar esse post agora pra não correr o risco de deixar passar.



I'm really happy! That's all.
=)
 
Dá o play Macaco!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

The same old thing..

(Semi revisado =P)

Um mês e pouquinho de Califórnia não é muita coisa, comparado a uma vida de São Paulo, mas é alguma coisa na rotina de alguém. Sendo assim, já tenho um cotidiano aqui, coisas que já me acostumo a fazer e tal.

Não vou ficar falando das coisas que não gosto de fazer, até porque são bem poucas. Falarei daquilo que de uma maneira afeta meu cotidiano e que, provavelmente por isso, sentirei falta quando voltar ao Brasil.

Como adoro "topificar" as coisas, colocarei tudo em forma de tópicos. Mas não necessariamente em uma ordem de melhor ou pior.... só mais organizada ( como diria uma amiga aqui, estou jennyzando- me -  mas explico o significado depois)

Here we go:

1. Good Library
É incrivel como tudo aqui funciona bem, e nesse sentido não seria diferente com a biblioteca pública. Eu, como letrista honrada, não poderia deixar de fazer visitas constantes a biblioteca pública de San Mateo. E fico encantada toda vez que vou lá, seja pelo excelente atendimento dos bibliotecários, seja pelo ar moderno e civilizado, ou porque simplesmente gosto de bibliotecas mesmo. Mas vejam se não estou certa: onde no Brasil um cidadão tem direito a levar até 50 livros, por 21 dias (podendo renovar por mais 21 - quem não acreditar dá uma olhada aqui http://www.cityofsanmateo.org/index.aspx?nid=519); quantas bibliotecas têm cafeteria onde podemos até almoçar; onde mais o sujeito tem computadores onde você mesmo faz o "check out" do que pegou (nem precisa dizer que isso não funcionaria no Brasil); em quantas bibliotecas encontramos filmes, seriados e cds famosos e podemos ficar com eles por uma semana?



2. Coffee Places
Caminhar no frio não é a coisa mais agradável do mundo, mas vale a pena quando em cada esquina encontra um Peet's ou um Starbucks. Coffee, Hot Chocolat, Mocca ou simplesmente um cupcake ou um coockie. Não tem coisa melhor



3. All with Cards
Vai por gazolina? Paga com cartão;Vai fazer um curso?Paga no cartão; Vai começar academia? Paga com cartão; Quer alguma coisa no avião? Paga com cartão. Pra tudo você pode usar seu cartão de crédito ou Debito.



4. Forver 21:
É uma das lojas mais legais e mais loucas aqui da area. Para quem gosta de moda e quem não quer gastar quase nada esse é o lugar. A primeira reação que tive quando entrei nessa loja era que só tinha roupa de maluco e coisa brega. E é verdade, você vai encontrar muita coisa estranha, mas também vai conseguir muita coisa estilosa por quase nada. Tem blusinha por U$4,00, casaco por U$24,00 e é bem legal passear e procurar coisas por aqui. É como uma caça ao tesouro, sempre tem alguma coisa perfeita, no seu tamanho, bem escondida no meio das roupas aleatórias. Dá para comprar na internet também, mas nada substitui o prazer da procura.



5. TJ Max and Ross
Você até gostaria de comprar roupas, bolsas e sapatos caros e de marcas famosas todo dia, mas não compra porque infelizmente precisa almoçar, jantar e pagar o aluguel. isso não é problema se você tem uma dessas lojas na sua cidade. Sabe aquele negocio de "estação' - não to falando de outono, primavera, verão ou inverno - do que estava na moda na até semana passada, mas hoje não está mais por alguma razão? Bom, aqui eles levam isso a sério e, por isso, você consegue encontrar muita coisa famosinha por um preço camarada em lojas que se dediquem a vender coisas de outra estação. A  TJ Max e a  Ross, por exemplo, são desse tipo de loja. Claro que você encontra muita coisa estranha (principalmente na segunda) por lá, mas também consegue "achados" maravilhosos. Sem contar que é bem divertido desenvolver seu espirito desbravador nos corredores das lojas - que são enormes, by the way. Dessa forma, visitas semanais aos dois estabelecimentos são mais do que frequentes a minha rotina. Foi em uma delas que adiquiri meu famoso tapetinho.



6. Wallgreens
Tá precisando de remédio? e alem disso, chocolate, fralda, salgadinho, maquiagem, suco, material para escritório, etc, etc, etc. Bom, no Wallgreens tem! E não é um supermercado, é uma farmácia (pelo menos é o que eles insistem em dizer). E o melhor, tem um em cada esquina, pior que PQ em São Carlos.


7. "Health" Food
Quando vim para cá recbi todos os conselhos possíveis sobre ter cuidado com a minha alimentação na terra do fast food. O susto foi quando vi que tudo aqui é "organico", salada pra todo lado e nada de açucar. Tá certo que isso tem muito mais a ver com a minha familia aqui. Mas mesmo assim, só come fast food quem quer,boa comida não é tão caro assim como pintavam o quadro no Brasil. Mesmo em restaurantes.



8. Finos e Elegantes

Sabe aquela imagem de filme, de que as pessoas tomam vinhozinho na tacinha sempre no jantar,de que estão sempre belas e maquiadas - mesmo de moletom e tenis-, de  não existe  fio de cabelo fora do lugar e que, para ir na padaria, você precisa sempre de um óculos escuro. Sabe? isso é real, pelo menos aqui na minha casa. As vezes enche um pouco o saco tanta finesa. As vezes eu acordo com vontade de ficar descabelada e de pijama o dia todo, mas tenho certeza que ainda sentirei falta de tudo isso quando voltar para minha vidinha de "Val Horse" lá Brasil.

9. Coockies
Não gostei dos Waffles, muito menos nos Donuts, ainda não provei as panquecas. Mas uma coisa é certa: I love coockies. E não preciso falar mais nada.









Esqueci de alguma coisa?


Ah.. e só para acrescentar algo mais em meu cotidiano, essa semana fiz minha inscrição na academia de ginástica (pelo menos agora meu tapetinho de Yoga terá alguma função). Vamos ver se volto aqui para contar algo sobre lá. Quem sabe eles também não mereçam um post. We'll see.

PS: E só para explicar a trilha sonora, That's 70 show é parte do meu cotidiano, é o que vejo todo dia antes de dormir. Poderia ter acrescentado um number 10 na lista com o titulo TV a cabo, mas não perco tanto tempo com isso assim.

Dá o play Macaco!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Geek

Eu adoro internet.. de verdade. Tem gente que acha que perder horas por aqui é perder vida. Pode ser, até certo ponto, mas eu consigo me divertir muiiiiito. E o melhor de tudo: de pijama!
Posso passar horas vendo imagens bobas, noticias sobre celebridade, moda, cultura inútil, viagens, livros etc. etc. etc.
Numa dessas "andanças" achei dois sites inuteis mas bem legais. O primeiro recria obras  de arte clássicas com icones pops como os personagens de "Os Simpsons", por exemplo.
Dá uma olhada nesse "Dalí"


Ainda não há muita coisa por lá, mas o pouco que há já vale a pena - pra quem gosta de coisa boba como eu- http://www.limpfish.com/
O outro site é o que mais gostei - e o mais inútil por sinal - mistura humor, celebridade e nostalgia. Quase um orgasmo virtual para minha pessoa!
O http://www.befter.net/ possui milhares de fotos de "antes e depois". Algumas bem repetitivas e conhecidas, outras que me fizeram voltar ao post "sessão da tarde", mas dessa vez não pela carta de motorista, mas pela nostalgia mesmo. Da uma olhada em "quens" encontrei por lá:






Eu sei que nem todos irão lembrar quem é quem aqui. Eu lembro pois sou uma inútil mesmo - num sentido positivo para a palavra (se é que é possível). O grande fato é: Quanta mudança! Fico aqui imaginando como estarei daqui um ano, quando voltar para o Brasil.
Mais magra? Mais gorda? Mais velha? Mais tonta....

E porque o tema mudança é muito bom musicalmente falando - e porque não consegui me decidir - este post merece duas trilhas sonoras.

Dá o play Macaco!



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Superbowl

Segundo o Wikipédia  o Superbowl é  o maior evento desportivo e a maior audiência televisiva do país, assistido anualmente por milhões de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. (...)O Super Bowl também é o dia que tem o segundo maior consumo de comida nos Estados Unidos, só atrás do Dia de ação de graças.
Tendo isso em vista  partimos hoje em busca de um lugar onde pudessemos vivenciar este acontecemento tão tradicional na américa. A partida tão importante, entre Indianapolis Colts e New Orleans Saints, começava às 3:30 (horario da California), saimos de casa antes da uma da tarde rumo a Palo Alto - a cidade úniversitária aqui da região (onde fica a famosa universidade de Stanford).
Tradicionalemente as pessoas se reunem em bares para assistir tal evento, mas antes de nos direcionarmos para o local fizemos uma pequena parada num ponto histórico da cidade a  "HP garage", conhecida como o Birthplace of Silicon Valley". Em outras palavras, foi aqui que tudo o que entendemos como "tecnologia" de alguma forma nasceu.

Adoro lugares históricos, ainda que solitarios são cheios de vida. Depois da rápida visita partimos em direção ao bar "esportivo" para assistirmos a partida. Bar lotado e levemente salgado para bolsos auperianos, decidimos então partir em busca de outro lugar... sem sucesso, fomos a San Francisco.
Lá encontramos muiiiitos bares interessantes, só não encontramos lugar para estacionar o carro. Cansadas de rodar em busca de nada, decidimos fazer o que mais sabemos por aqui: compras!
Fomos ao shopping, a Forever 21, a TJ Maxx - duas lojas interessantíssimas, pela variedade "fashion" e , principalmente, pelos preços!- e Chinatown.
Uma blusinha, um casaco, um par de sapatos  e alguns cartões postais depois me fizeram esquecer completamente do intuito inicial da saída: ver o Superbowl. 
Não sei se meu lado consumista - que aqui só aumenta a cada dia- ou o simples fato de estar em San Francisco mais uma vez (amo essa cidade) me fizeram pensar que talvez não me divertiria tanto com o superbowl como me diverti comprando e passeando.
Vai saber né.... acho que isso só vem a confirmar meu post anterior.

Quanto a partida.... os Saints venceram por 31 à 17.

Dá o play Macaco!